A Polícia Federal apontou que uma rede de propinas investigada no Rio Grande do Norte, que envolve o prefeito de Mossoró, teria utilizado conta bancária em nome de uma menor de idade como “laranja” para movimentar recursos de origem suspeita. As informações constam em relatórios da investigação que apura fraudes em contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas na área da saúde.
De acordo com a PF, a conta da menor foi usada para dissimular a origem e o destino do dinheiro, prática comum em esquemas de lavagem de capitais. A movimentação financeira chamou atenção dos investigadores por valores incompatíveis com o perfil da titular, o que levantou fortes indícios de que a conta era controlada por terceiros ligados ao esquema.
As apurações fazem parte da Operação Mederi, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo empresas fornecedoras de insumos de saúde e gestores públicos em municípios potiguares. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram firmados de forma direcionada e, após os pagamentos públicos, parte dos recursos retornava ao grupo por meio de propinas mascaradas em transações bancárias.
Ainda conforme os investigadores, o uso de contas em nome de terceiros — inclusive de menores — teria sido uma estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro e escapar dos mecanismos de controle financeiro.
A defesa dos citados no inquérito afirma que não há comprovação de envolvimento direto dos gestores e que todos os esclarecimentos serão prestados à Justiça. O caso segue sob investigação, e os fatos ainda serão analisados pelo Poder Judiciário.
Fonte
O Estadão Conteúdo
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